Como só assisti ao filme uma vez, não tenho como fechar uma análise, mas pude levantar alguns pontos para uma possível discussão:
Após assistir ao filme, fiquei com a impressão de que, nele, a identificação com o protagonista “Paul Baumer” é menor do que no romance, e só ocorre da metade do filme em diante. Gostaria de saber a opinião de vocês sobre essa questão. Para mim isso fica evidente na seqüência principal do campo de batalha, onde a câmera não acompanha o protagonista. O Bruno chamou minha atenção para a série de travellings que a câmera realiza nessa seqüência. Nesses movimentos, se bem me lembro, a câmera assume o ponto de vista de uma metralhadora, invenção fundamental na arquitetura dos combates nessa fase inicial da I Guerra, que é a “guerra
de trincheiras”. É consenso entre os historiadores que as metralhadoras praticamente ditaram as regras do combate até invenção do tanque de guerra pela Inglaterra, em 1918. No início da guerra, o exército francês desprezou o poderio das metralhadoras, confiando em seu imenso contingente de soldados, o resultado foi um recuo muito rápido motivado pelo imenso número de baixas. Voltando à seqüência em questão, acho que dá até para falar-se em “protagonismo da técnica”, já que o papel da subjetividade central é substituído pelo aparato técnico de guerra, e aqui é impossível não pensar num paralelo entre os aparatos técnicos da guerra e do cinema.
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2. O Paulo notou que a duração e a arquitetura das seqüências prenuncia a estética do neo-realismo, na qual a atenção do espectador deve centrar-se nos eventos filmados e não na edição. Tal atitude implica seqüências mais longas, pois cortes sucessivos evidentemente direcionam muito mais a atenção do espectador, criando a sensação de velocidade na narrativa e determinando os elos causais entre os elementos da intriga, por isso há menos espaço para o imprevisto.
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Pode fazer um breve resumo, sobre o filme "A Oeste nada de novo"?
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